Benelton Lobato
O
CORPO ANÔNIMO.
A
cidade flutua e cabe no meu cartão postal. Minha cidade banca de classe “A”.
Contudo, mesmo lívida, escorrega de minhas mãos; confesso que elas pesam
enormemente. Desculpem o transtorno se não me engano sobre seu peso e pesar. A cidade que trago comigo, de 400 anos, guarda um corpo-submundo
e nele cabem muitos mundos, que florescem ao anoitecer, quando todos os santos
dormem, quando os pés das igrejas se recolhem, quando o calor do asfalto esfria
e todo som das calçadas silencia ou quando a chuva faz das ruas um labirinto
deserto.
Passam-se
as chuvas noturnas, passam-se as noites, um corpo estirado no chão da cidade
reclinada, que fez ali seu abrigo sob a proteção das marquises, com uma pedra,
um peito, papelão no chão, é um rastro vago de gente, indigente, indigesto, é
um contra censo social e um abismo que separa o homem de sua condição humana,
de sua dignidade, de sua racionalidade. É também o selo do engodo, do fedor,
que se alastra na umidade. A cidade que no corpo móvel se pinta nas noites
escusas, tem muitas caras e muitas memórias, de dor, de cor, de volume e de textura.
É também um ato de violência cometido contra o olho que o vê. Um corpo,
inchado, acomodado encima de um papelão, dormindo ao meio dia, embalado por um
coma alcoólico, é uma afronta para quem escolheu viver uma realidade melhor, a
quem mereceu seu “status quo” de sujeito bem sucedido, que se destinou a vencer
na vida. É a sentença infalível de uma justiça social do “salva-se quem puder”
ou de uma justiça divina que presenteia os bons, os escolhidos, com base em uma
teologia da prosperidade e acomete os maus ao abandono, a privação.
O
corpo sujo, que se arrasta delirante, surtado, drogado, denuncia que minha
cidade não sabe falar de miséria, denuncia que ela finge não olhar e em todo
lirismo que se aguça, na fome, na cocaína, no álcool, na cola, na amônia, tem
um pouco do cidadão de bem, que convulsiona ao deparar-se com esse modelo de
desumanidade. O corpo passageiro, efêmero, o “utópico” é uma espécie de
anti-herói da resistência, de meia dúzia de poemas e de orações para são
Lázaro. É também um “cínico” que nos sorri como se estivesse latindo, pois ele
mesmo é seu cão ao revirar o lixo. Ao ante sujeito no pé da calçada, o
anonimato é sua identidade, seu corpo é sua casa, seu universo, seu templo,
cuja parede, é a pele de uma realidade mascarada como purgatório, que é
induzido pelo falso livramento e orações daqueles que elevam as mãos e se veem
livres de tal desgraça. Ai pode-se perceber um campo minado, onde todas as
estratificações da sociedade estão presentes na constituição deste sujeito, mas
que acreditam ou desejam desmedidamente, que este não faça parte de si e por
esta razão, a este sujeito animalizado, o animal revirando lixo da poesia moderna,
o Estado, a civilização lhe escapa e nela é um estrangeiro, é um bárbaro. O corpo
anônimo é uma indefinição inconclusa sob si. Sem nome, sem moldes, sem molduras,
sem modelos, sem diâmetro. Um ente familiarmente estranho, de uma cidade amazonicamente
francesa, distante da boemia de Baudelaire.
CONCEITO MÉTRICO SOBRE A MANUTENÇÃO DO
PODER CONSERVADOR
Vive-se
hoje um momento de não viver
Um
Estado Islâmico
Um USA
E Rússia apontado para o mesmo alvo
Um
sistema econômico entrando outra vez em colapso
E uma
poeira que varre o deserto aterrando o Sul
Respira-se
por aqui um ar de não respirar
Um
grito de para não gritar
Um
roubo que te roubo que me roubas
Um
batuque de samba sobre ontem muito atual
Pega
ladrão!
O
problema é que todos permanecem com sua cara de pau
Legitima-se
um proibir por leis bolsocunheis
Proíbe-se
a heterofobia
A
cristofobia
Proíbe-se
o aborto
A
pílula do dia seguinte
Proíbe-se
atendimento a vítimas de estupro
Sem
prova legal, corpo de delito
A
mulher é violentada e terá que provar a violência
Provando
da violência autorizada para manter as aparências religiosas e moraes
Vive-se
uma doença sistêmica
Uma
moralidade endêmica
Um
abro um olho para fechar o outro
E
assim caminha-se
Como uma
Bíblia
Um Boi
e uma Bala.
Contra
a bancada da imoralidade
Contra
as forças de manutenção de poder.
A
Meritocracia
A
redução da Maioridade Penal
O
Estatuto da Família
Legitima
a segregação
A
manutenção da ordem
A
perpetuação discriminatória
A
Meritocracia mantém o
bom
vivam
De um
lado da pista de corrida
Uma
disparada para cem metros rasos
D’outro
uma maratona com barreira
E cães
e a polícia na cola
Desse
lado há o discurso da superação
Enfatizado:
é preciso superar as barreiras
O
mérito está em sair do lixo e virar médico
Superar
um discurso de ódio
Preto querer
vestir branco incomoda muita gente
Dois
pretos vestir branco incomoda, incomoda muito mais
(...)
E o
grito de não poder gritar vira vitimismo e agressão ao agressor
Racismo
às avessas
Sob a
mesma síndrome do medo
Propõe-se
a redução da Maioridade Penal
Há uma
turba com um desejo preferencial
De fechar
escolas
Privatizar
a gestão escolar
Vive-se
um momento de castrar o direito a educação e construir mais presídios
Adolescente
de periferia é mais fotogênico em foto de camburão
O
traficante de paletó e gravata
É um
paladino da segurança pública
Trafica
de helicóptero a coca que recruta o menor e cria leis para prender meia dúzia
de avião
Vive-se
sob a pena da mesma moralidade acéfala a prescrição do ódio
Para
eles uma família não pode ser formada por homens gays
Que
mulheres trabalhando é uma estratégia para enfraquecer a família
Que
mulher honrada se submete ao patriarca
Família
tem um padrão previsto incluído na constituição
Homem
Mulher
Filho
biológico
Sobre
estes assuntos a bíblia pesa e cerceia
A
polícia prende e põe na cadeia
E o
boi mata enterra
E ora
sentado em sua cadeira.
Estamos olhando desta parte da cidade, esquecida por
muitos, mas que faz parte
se liga na messagem, bairro da cabanagem, ops, rimas,
sprays e viaje
Improviso, criatividade, atividade, concreto invade
A cidade das mangueiras, do caos urbano a paz de umas
brejas.
Tudo que eu vejo são farçantes e trajantes, nos três
poderes, tornando-se ocupantes,
abusando de seus poderes, corrompendo ainda mais esses
sistemas inoperantes,
Tudo que eu vejo hoje, eu estudei o ontem, para que o
amanhã seja sempre melhor,
para o povo humilde trabalhador, porém, os beneficios
da população estão na pior;
A cultura sofre, ninguém tem dó, portas se fecham,
cabanos, desfazendo esse nó
Arte de rua, correria, sol, chuva, artistas anônimos,
mas aqui, nunca só.
Rompendo barreiras de seleção, adptados a natureza, na
arte da improvisação.
Na mente, um universo de propostas para uma possivel
revolução, que seja pela arte,
então;
Quando falta educação, sobra violência, quem já ouviu
falar em causa e consequência?
Políticos preferem trabalhar a ignorância, a
incompetência...o Estado é uma incoerência.
A arte é minha ciência, é minha essência, virtude é
minha paciência, ganhando experiência,
exercício da ética, razões da crítica, enquanto
políticos trabalham bem a negligência...
A mente esta livre, segue seu instinto, é natural,
falar do que sinto
não cabe em galeria, nem favorece o status quo de uma
burguesia
arte de rua que nunca sera extinta.faminta, na pista,
critica, reinvidica, não julgue, apenas sinta.
É deixar fluir, liberdade para todos, direito de ir e
vir, pichar contra quem quer te iludir.
Exercendo minha função, como um pacto cidadão, digo
que é ediondo essa corrupção.
Mesmo que o Planalto Central diga que não, e corte
verbas destinadas a Educação;
na escola da vida, na rua, na realidade
sofrida,esquecida, tentando mudar as expectativas,
hospitais, escolas e espaços públicos são largados e
menosprezados...só mais estatísticas;
Se expresse, se expresse, se expresse, lá vem o
expresso, sempre em movimento, nunca no zero
Sem conservadorismos, burocracias e lero lero, se
expressar, do jeito que quero
Deixar meus riscos a ceu aberto, nem sei o que espero,
mas vivo desse jeito
Viver intensamente, sem esperar deles, faço por mim,
nos, lutar por mais respeito.
O papel da arte é a imaginação, onde todo conhecimento
se encontra numa intercesão,
de áreas e lugares que se transformam em fusão,
modificando todo e qualquer ambiente,
Contudo, se o ser humano perde sua humanização,
prejudica a natureza e a civilização,
Na MangCity, acredite na hospitalidade decente, que
alimenta mendigo e criança carente.
Certo dia, como muitos outros, estava eu a observar a cidade pelas janelas de um “bonde”, pensando sobre o que a arte poderia fazer em prol dessa sociedade, muitas vezes massacrada pela falta de humanidade, pelo descaso do governo com a população. Percebo “pessoas\coisas” se misturando a paisagem das construções do homem, logo vejo o pixo e o grafite, que muita das vezes fala sobre essa sociedade atual, creio eu que essas atos, uma ótima forma de protesto, porém mais que isso, ele está ai para alertar sobre essa realidade.
Quando saio pelas ruas de Belém, vejo artes, ideias e possibilidades, está visão me foi ampliada através de aulas e diálogos com os professores de artes da Universidade,
A cidade está carente de arte, de cores e de projetos artistico-sociais , não para formar artistas, mais para formar cidadãos de bem, e acima de tudo críticos perante a sociedade, e se formarem artistas, serão bem vindos, pois enxergo na arte uma poderosa ferramenta contra o capitalismo e a favor da vida. Já passei pelo grafiti, e por isso pude ter uma noção do quanto essa expressão artística pode ser importante para transmitir uma leitura do mundo, onde muitas pessoas não enxergam ou fingem não enxergar…pessoas, vidas sumindo, se fundindo ao asfalto, ao muro, ao poste, a cidade.
É nessa periferia que quero trabalhar, pois lá sim, é o lugar que mais necessita desse tipo de serviço social, lá está o futuro, para o bem ou para o mau, por isso devemos saber orientá-los.
A arte está intrinsecamente ligada ao ser humano desde os primórdios com as pinturas de Lascaux e Altamira, isso é a prova que o ser humano vem usando a arte para se expressar através dos tempos, como uma ferramenta por que não de guerra ? pois de acordo com pesquisadores, achava se que ao desenhar o animal da pedra, ele estaria com sua alma aprisionada, facilitando sua captura, hoje nossas ferramentas de guerra são o Grafiti, a Charge, a Ilustração, a Escultura, as Intervenções Urbanas entre outros.
Voltando a se tratar do curso de Artes Visuais da UFPA, a quem o apedreje até o fim, porém penso o contrário, vejo sim uma estrutura precária, alguns professores que parecem estar sem a mínima vontade de lecionar, não sei ao certo se realmente estão sem vontade, ou se são apenas um reflexo de muitos alunos que parecem estar sem a mínima vontade se assistir uma aula do curso de Artes, mais tudo bem, isso não vem ao caso, o fato é que se nós alunos realmente estivermos interessados, iremos em busca desse conhecimento, que está cada vez mais acessível, quem me garante que se a estrutura fosse de primeiro mundo, os alunos estariam mais interessados? a mudança está em cada um basta iniciá-la.
Queria falar mais um pouco, mais o tempo está curto e tenho dois filhotinhos para sustentar….
Certo dia, como muitos outros, estava eu a observar a cidade pelas janelas de um “bonde”, pensando sobre o que a arte poderia fazer em prol dessa sociedade, muitas vezes massacrada pela falta de humanidade, pelo descaso do governo com a população. Percebo “pessoas\coisas” se misturando a paisagem das construções do homem, logo vejo o pixo e o grafite, que muita das vezes fala sobre essa sociedade atual, creio eu que essas atos, uma ótima forma de protesto, porém mais que isso, ele está ai para alertar sobre essa realidade.
Quando saio pelas ruas de Belém, vejo artes, ideias e possibilidades, está visão me foi ampliada através de aulas e diálogos com os professores de artes da Universidade,
A cidade está carente de arte, de cores e de projetos artistico-sociais , não para formar artistas, mais para formar cidadãos de bem, e acima de tudo críticos perante a sociedade, e se formarem artistas, serão bem vindos, pois enxergo na arte uma poderosa ferramenta contra o capitalismo e a favor da vida. Já passei pelo grafiti, e por isso pude ter uma noção do quanto essa expressão artística pode ser importante para transmitir uma leitura do mundo, onde muitas pessoas não enxergam ou fingem não enxergar…pessoas, vidas sumindo, se fundindo ao asfalto, ao muro, ao poste, a cidade.
A arte é mais do que simples desenhos ou esculturas, a arte é o que ela transmite para as pessoas. Ta aí um “báita” artista, Banksy, um dos muitos que usa os muros da cidade como tela para expor sua arte inteligente e satiríca, abrindo os olhos da sociedade a respeito de suas mazelas. Ao tratar desse assunto, imediatamente vem em minha memória a palavra: ”professor de periferia” , é impossível não tocar nesse assunto a partir do momento em que essas palavras saem da boca de um professor de uma UF, localizada em um PERIFERIA de Bélem.
É nessa periferia que quero trabalhar, pois lá sim, é o lugar que mais necessita desse tipo de serviço social, lá está o futuro, para o bem ou para o mau, por isso devemos saber orientá-los.
A arte está intrinsecamente ligada ao ser humano desde os primórdios com as pinturas de Lascaux e Altamira, isso é a prova que o ser humano vem usando a arte para se expressar através dos anos, como uma ferramenta por que não de guerra ? pois de acordo com pesquisadores, achava se que ao desenhar o animal da pedra, ele estaria com sua alma aprisionada, facilitando sua captura, hoje nossas ferramentas de guerra são o Grafiti, a Charge, a Ilustração, a Escultura, as Intervenções Urbanas entre outros.
Voltando a se tratar do curso de Artes Visuais da UFPA, a quem o apedreje até o fim, porém penso o contrário, vejo sim uma estrutura precária, alguns professores que parecem estar sem a mínima vontade de lecionar, não sei ao certo se realmente estão sem vontade, ou se são apenas um espelhamento de muitos alunos quem parecem estar sem a mínima vontade se assistir uma aula do curso de Artes, mais tudo bem, isso não vem ao caso, o fato é que se nós alunos realmente estivermos interessados, iremos em busca desse conhecimento, que está cada vez mais acessível, quem me garante que se a estrutura fosse de primeiro mundo, os alunos estariam mais interessados? a mudança está em cada um basta iniciá-la.
Queria falar mais um pouco, mais o tempo está curto e tenho dois filhotinhos para sustentar….
por Fábio Luz
Causalidade. Em dezessete anos acontecem
milhares de eventos na vida de alguém estes dezessete anos podem ser muito mais
fáceis de organizar se forem contados a partir dos vinte anos de vida, por
exemplo, já os primeiros dezessete anos da vida não carregam experiências
suficientes para fazer somente as escolhas corretas, nem os cem primeiros anos
de vida devem ser suficientes para gabaritá-la.
Neste momento, no final dos meus
primeiros dezessete anos tive que escolher como seria o começo da minha vida
profissional, aquela que vai me render certificados para o resto da minha
existência. O mouse deslizou para a escolha que naquele momento considerei a
correta, sem saber que não significava a que eu queria de verdade, escolhi o
cursar quatro anos de artes visuais achando queria cursar quatro anos da
faculdade de cinema na universidade federal do Pará, não tinha ideia de como
havia acertado, não tinha ideia de como eu não ter lido com atenção as opções
do formulário do vestibular poderia me ajudar até aqui, a me tornar o que sou
hoje, nada. Mas devemos manter a esperança.
Milhões de minutos já se passaram
até aqui, milhares de horas, centenas de dias que li alguns textos, vi algumas
obras, fui a algumas exposições, especulei sobre cus, pensei, comi, arremessei,
olhei, dormi, não escrevi o suficiente. Não terminou ainda, continuo a escrever
– NENHUMA CRÍTICA ATÉ AGORA.
Algumas autocríticas rasas, pra
satisfazer a intenção do avaliador.
Tarcisio Gabriel
Educação
em um contexto geral, hoje tem grandes avanços tanto na infraestrutura,
formação de professores, material didático e inovação tecnológica entre outros
que auxiliam o professor. No entanto deparamos com outra realidade que apesar
dos esforços e incentivo, do poder público ainda se encontra muito distante de
um aprendizado ideal, para os nossos educandos.
O
estudo ofertado nas escolas públicas de nossa região, necessita de subsídio
urgente alunos com pouco interesse mostra o quanto estamos com dificuldades
para educar, escolas sucateadas, e com índice alto de abandono, de alunos que
por necessidade de trabalho, ou medo da violência em suas comunidades deixam
seus estudos. E nas sereis iniciais alto índice de analfabetos, que hoje e um
grade desafio para professore que ainda lutam com a super lotação em sala de
aula.
Todo
esta realidade, que vivenciamos nos faz refletir, o que fazer para mudar? Qual
e o papel do professor? Até onde podemos ir para auxiliar este aluno em sua
caminhada. O ensino ofertado em nossas escolas públicas não tem conseguido
dar conta dos aspectos mais básicos e primordiais da aprendizagem, como
aquisição de leitura e escrita, por exemplo.
Em
aulas básicas que deveriam trazer conhecimentos e aprendizagem não há mais interesse
por uma boa parte de alunos, que hoje buscam outros valores, inúteis que só
atrasarão suas vidas. E por sua vez professores desgastados por não saberem
como lidar com esta nova realidade, muitas das vezes desistem de dar aula, ou
aplicam métodos com pouco resultados, e por conta de tudo isso temos péssimas
consequências em na formações deste aluno.
Em
uma visão maior estamos vivendo um colapso de uma sociedade desgastada.
Políticos corruptos contribuído para a pobreza e o conflito destas pessoas e a
violência aumentando em bairros mais populosos, a saúde nem existe para muitos,
e por falta do básico, as nossas escolas e tudo que existe em volta dela se
encontra doente. E Apesar de esforços do governo com projetos e auxilio, não
estamos tendo grandes resultados.
Precisamos
de soluções concretas para nossa educação, e a formação ética e intelectual
depende do meio onde convive, este indivíduo sendo influenciado por sua
família, professores, políticos e até mesmo a mídia.
[...]
Em todos os cantos do mundo, primeiro a educação existe como um inventario
amplo de relações interpessoais diretas no âmbito familiar: mãe–filha,
Pai-filho, sobrinho-irmão-da-mãe, irmão-mais-velho-irmão-caçula e assim por
diante. Essa e a rede de troca de saber mais universal e mais persistente na
sociedade humana. Depois a educação pode existir entre educadores-educandos não
parentes- mas habitantes de uma mesma aldeia, de uma mesma cidade, gente de uma
mesma linguagem – semiespecializado ou especialista do saber de algum oficio
mais amplo ou mais restrito. [...] (BRANDÃO,
Carlos Rodrigues, 2013, p 33)
A
educação moral do indivíduo, desde seu nascimento, e de responsabilidade dos pais,
de semelhante modo cabe aos educadores, a arte da leitura dos outros
conhecimentos básicos. Além desses fatores cabe ao mesmo repassar conhecimento
político e social, incentivando e ensinando distinguir valores mais amplos.
Tristemente
isso não acontece o que vemos e um descaso de ambas as parte, principalmente em
periferias de nossa cidade, relatos esse feitos por alunos que acompanho em
especial no programa do governo do estado do Pará, PROPAZ, programa que atende
diretamente bairros da periferia, jovens e crianças em idade de (8 a 18 anos)
em situações de risco, tirando-as das ruas e colocando em espaços específicos
para atividades recreativas como Arte, esporte, dança música e lazer.
As
atividades funcionam como complementação escolar, o que possibilitar que o
aluno tenha atividades lúdicas nos períodos livres, junto as atividades e
desenvolvido a cultura que eles chamam da Paz, que a não- violência,
implementado as atividades os conceito de companheirismo, respeito e
colaboração mutua.
O programa
atende e auxilia jovens que estão na idade (15 anos) são ofertados cursos de aprendizado
e conhecimento profissionais, que ao meu ver estão apenas “moldado” estes alunos,
para um mercado que encontra-se encharcado de tantos profissionais, como exemplo:
auxiliar de portaria, caixa, recepcionista, e outros.
Em minha
pesquisa pessoal, percebo que este aluno que se encontra em bairros ditos “perigosos”,
e distantes de um” ideal social”, e com carência na educação, saúde, saneamento
básico, pede por socorro e através do desenho da escrita e da leitura, pude
perceber o quanto estamos tão distante deste imaginado. Os desenhos retratam
suas realidades e sobre a violência que vivem em todos os setores de suas
vidas, com uma escrita rebuscada e um conhecimento já amplo para idade que se
encontrão.
A
educação vem dos exemplos e das atitudes, e com certeza ele vem de casa, mais
como mudar esta realidade de muitas famílias, que hoje vivem em extrema
pobreza, faltando de tudo em seus lares, e com isso surgem todas as
dificuldades.
Por: Regina Coelho
Por: Amanda Barros - 201204540002
Entrei na universidade aos 17 anos... Uma cabeça de vento... E com o tempo percebi que isso é bom, significa que tem alguma coisa soprando lá dentro, então não está completamente vazio ali, ruim mesmo é esse vazio, pois nem o eco do que se diz ressoa, já que no vácuo, o som não se propaga. Sei que alguns parentes acharam um desperdício que uma nota alta no vestibular fosse me levar para Artes, mas 17 anos, na concepção alheia, é uma idade permissível para fazer bobagens. “Tá nova ainda...”. Mas acho que essas pessoas estão ainda frustradas agora, por eu nunca me arrepender desta escolha e pela possibilidade de repeti-la em quantas vidas vierem depois desta, se houver alguma... E digo isso porque a maioria das pessoas considera que a felicidade é proporcional a quantidade de dinheiro que se tem, e sinceramente não é, porque isso é uma cultura de capital instaurada na sociedade como um câncer, que só aumenta. Quando criança passei dois anos em Parintins, no Amazonas, porque era a única chance de ter minha família reunida novamente, tivemos que recomeçar do zero. Lembro que na casa em que alugamos havia somente uma cama, um fogão de duas bocas, uma mesa que estava jogada no quintal, um isopor para manter a água gelada e uma panela emprestada. Foram os melhores anos da minha vida. Não significa ver beleza na pobreza, mas feiura na ganância.
No primeiro ano de universidade eu passei no lugar certo, na hora certa. “Ei Amanda, tens vontade de trabalhar com educação?” (Sinceramente não tinha vontade nenhuma). Mas respondi: “Sim”. E comecei com meu primeiro estágio, que não tinha um contato direto com as escolas, e depois de um ano fui para o segundo que também envolvia educação. Eu conhecia várias teorias didáticas, mas eu não sabia o que fazer quando tive que entrar numa sala de aula e lidar com alunos tentando destruir tudo. Os textos sobre a educação eram lindos, verdadeiros contos de fadas, mas a realidade parecia mais um conto nórdico. E eu ali toda retraída no meio deles, com 18 anos e cara de 16, parecia mais a irmã mais velha pedindo que eles obedecessem, mas quem é que escuta a irmã mais velha?
Esse primeiro impacto com a sala de aula mudou com o tempo, minha postura pessoal se modificou, mas ainda existia a dúvida, se dar aula era realmente o que eu queria fazer. E eis que um professor da universidade surta na sala de aula e fecha a sala com três mesas atrás da porta, (isso porque a fechadura estava quebrada), no dia da avaliação final, e eu, com meu trabalho inacabado, tive a má sorte de ser a primeira a ter que apresentar a produção. Foi algo tão inesperado que não acreditei no que estava acontecendo. Recordo-me apenas de pedaços daquela cena “turma de quinta categoria”, “alunos opacos” e por fim, “vocês serão todos professores de periferia”.A frase mais ofensiva foi essa “professores de periferia”, por um motivo simples, isso nunca deveria ser uma ofensa, o que nos ofende é que um professor de uma universidade que fica em plena Belém do Pará, seja capaz de dizer isto na intenção de ofender e esteja formando, num curso de Ensino Superior, futuros professores. Não é vergonha ser uma professora de periferia, vergonha é ser professor e não se sentir pelo menos sensibilizado a mudar realidades sociais e culturais. Eu nem queria ser professora, mas agora essa será minha missão. Eu nunca recebi um pedido de desculpas, e tão pouco acredito que um processo vá resolver algo, porque isso não muda a mente de quem tentou ofender.
Existem muitos problemas nesse curso, mas os maiores deles são o ego que se instaura nesse “ser artista” e o preconceito de “ser professor”. Artistas que querem ser professores, devem passar pela formação como qualquer professor, pois a falta de metodologia, de ética e de didática são disfarces para a incompetência de poder educar. O país não precisa de servidores públicos financeiramente estáveis, precisa de pessoas que ensinem a pensar. O país precisa de professores de periferia. Essa foi a melhor formação que eu poderia ter escolhido. Os amigos que fiz. As coisas que aprendi. E até mesmo as dificuldades que enfrentei, me fizeram perceber que não basta reclamar e teorizar os problemas, pois para que a mudança aconteça, a iniciativa tem que ser nossa. A universidade precisa se movimentar. Unir-se. Respeitar-se. Só falar não vai mudar porra nenhuma. Mexa-se
Acabou sendo um texto sobre o que estava atravessado na garganta, mas... a ideia era essa.
Belém, 01 de Dezembro de 2015
Não foi fácil chegar até aqui, é eu bem sei, é como eu sei. Mediante a todas as dificuldades eu conseguirá realizar um sonho de tantos, entrei na UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÀ, me enchi de orgulho de mim (grandes merda). Logo após a festa dos calouros, mal pude conhecer os colegas e nos deparamos com uma das maiores greves da universidade no ano de 2012, - Mas tinha que ser justo no ano que eu entrei (Puta que pariu) acho que não entrei com o pé direito. Foi isso! E assim foi se passando o meu grande primeiro ano de merda nenhuma. Fui reprovado logo de cara pelo cara que lambia o ovo da Alemanhã, e chamava o alemão de “crionças” (Pode ir com o vento, e as pregas Du cú pra dentro – FDP).
Enfim.... E até quem fim voltamos. Voltamos com todo o gás depois das férias forçadas (mentira..... eu já nem sabia se era isso mesmo que eu queria)Fui empurrando com a barriga o narcoleptico (Aquele que dormia quase que instantaneamente quando as luzes da sala se apagavam nas apresentações de seminário, que alias era só isso o semestre todo)
Também conheci uma das maiores educadoras que já vi, personagem marcante nessa jornada. Hi Idra ou simplesmente Profº Ida. (foi amor a primeira vista) Entrou autoritária, com uma postura impecável de rigidez, mas logo perdeu a linha com a turma. (nós éramos a melhor turma que já havia entrado na F.A.V(Faculdade de Artes Visuais) ela logo não resistiu aos nossos encantos.
Conheci também, um cara muito “maluco” criticado por uns, e aclamado por outros. Que anda sempre na contra mão do tempo (o tempo que se foda). O sistema impõe que aula deve ocorrer dentro de um sistema metodista de 4 paredes,( foda-se) nós vamos lá pra beira tocar violão e beber, enquanto falamos de Nietzsche.(o sistema que se foda)Marcou nossa viagem pra Tailândia(desses dias, sem comentários, quem foi, foi!)
Vi mascaras caindo, pessoas que você um dia se orgulhou, como pessoa, educador e artista. Que em um surto se desfez. Mas agradeço, a turma de 5º categoria ser tornou mais forte e unida.
Muitas coisas inesquecíveis aconteceram nesse tempo, coisas que vamos sempre lembrar, foi bom e esse tempo ter essas experiências de vida.
Aos colegas que fiz e aos amigos que conquistei, só tenho a agradecer, continuamos juntos até o fim sendo a turma de 2.000 é dose de 5º categoria.
David Israel
OLÁ! ME CHAMO CLÁUDIO (VULGO POSTURA), MAS TAMBÉM PODERIA SER CHAMADO DE NINGUÉM, POIS SEMPRE FOI ASSIM QUE ME COMPORTEI DIANTE DOS MEUS PROFESSORES, GOSTO DE PASSAR DESPERCEBIDO, UM CARA DE POUCAS AMIGOS, E ACHEI QUE ASSIM SERIA A FACULDADE, DEPOIS DE DUAS SEMANAS QUE AS AULAS TINHA COMEÇADO APARECI E FIQUEI TOTALMENTE DESLOCADO… QUE PORRA É ESSA PARECE QUE ESSE POVO SE CONHECE DESDE DO MATERNAL, E FOI MEIO QUE ASSIM QUE AS COISAS FORAM SEGUINDO, ATÉ UM DIA QUE UMA GALERINHA, JUNTO DE UM PROFESSOR RESOLVERAM TOMAR UMAS CACHAÇAS, E EU DEPOIS DE 2 ANOS SEM BEBER RESOLVI ACOMPANHA-LOS ENFIM SURGE UMA AMIZADE, UNIDOS PELA BEBIDA RSS.
FALO DE AMIZADE, POIS SEM ELA A CAMINHADA TERIA SIDO BEM MAIS DIFICIL DO QUE TEM SIDO, A DIFICULDADE DE QUE FALO NÃO É DAS DISCIPLINAS EM SI E SIM DA PUTARIA QUE É ESSE CURSO (CASA DA MÃE JOANA), FORA AS GREVES QUE FODE ALUNO, QUE TEM QUE ACHAR TUDO LINDO POIS É O NOSSO FUTURO EM QUESTÃO, FODA-SE O FUTURO, NÃO QUERIA ERA ESTAR FUDIDO AGORA, É UM FINGE QUE ENSINO QUE EU FINGO QUE APRENDO QUE NEM VOU ME PROLONGAR POIS ESSE JÁ É LONGO POR SI SÓ, VEM DESDE DO COMEÇO DO CURSO. MUITAS VEZES VIM PRA UNIVERSIDADE PRA ASSINAR FREQUÊNCIA E VER OS AMIGOS, E ME PERGUNTAM O QUE APRENDI DURANTE ESSES QUATRO ANOS E RESPONDO: APRENDI O QUE EU TENHO PRA APRENDER, E SE QUISER APRENDER QUE CORRA ATRÁS E VOU PARAR DE ESCREVER QUE JÁ DEU A HORA DE ENTREGAR, É ISSO MESMO! ACABEI DE ESCREVER.
FALO DE AMIZADE, POIS SEM ELA A CAMINHADA TERIA SIDO BEM MAIS DIFICIL DO QUE TEM SIDO, A DIFICULDADE DE QUE FALO NÃO É DAS DISCIPLINAS EM SI E SIM DA PUTARIA QUE É ESSE CURSO (CASA DA MÃE JOANA), FORA AS GREVES QUE FODE ALUNO, QUE TEM QUE ACHAR TUDO LINDO POIS É O NOSSO FUTURO EM QUESTÃO, FODA-SE O FUTURO, NÃO QUERIA ERA ESTAR FUDIDO AGORA, É UM FINGE QUE ENSINO QUE EU FINGO QUE APRENDO QUE NEM VOU ME PROLONGAR POIS ESSE JÁ É LONGO POR SI SÓ, VEM DESDE DO COMEÇO DO CURSO. MUITAS VEZES VIM PRA UNIVERSIDADE PRA ASSINAR FREQUÊNCIA E VER OS AMIGOS, E ME PERGUNTAM O QUE APRENDI DURANTE ESSES QUATRO ANOS E RESPONDO: APRENDI O QUE EU TENHO PRA APRENDER, E SE QUISER APRENDER QUE CORRA ATRÁS E VOU PARAR DE ESCREVER QUE JÁ DEU A HORA DE ENTREGAR, É ISSO MESMO! ACABEI DE ESCREVER.
E TÁ EM CAIXA ALTA PORQUE TO GRITANDO ISSO TUDO!
Cláudio Picanço
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