Educação
em um contexto geral, hoje tem grandes avanços tanto na infraestrutura,
formação de professores, material didático e inovação tecnológica entre outros
que auxiliam o professor. No entanto deparamos com outra realidade que apesar
dos esforços e incentivo, do poder público ainda se encontra muito distante de
um aprendizado ideal, para os nossos educandos.
O
estudo ofertado nas escolas públicas de nossa região, necessita de subsídio
urgente alunos com pouco interesse mostra o quanto estamos com dificuldades
para educar, escolas sucateadas, e com índice alto de abandono, de alunos que
por necessidade de trabalho, ou medo da violência em suas comunidades deixam
seus estudos. E nas sereis iniciais alto índice de analfabetos, que hoje e um
grade desafio para professore que ainda lutam com a super lotação em sala de
aula.
Todo
esta realidade, que vivenciamos nos faz refletir, o que fazer para mudar? Qual
e o papel do professor? Até onde podemos ir para auxiliar este aluno em sua
caminhada. O ensino ofertado em nossas escolas públicas não tem conseguido
dar conta dos aspectos mais básicos e primordiais da aprendizagem, como
aquisição de leitura e escrita, por exemplo.
Em
aulas básicas que deveriam trazer conhecimentos e aprendizagem não há mais interesse
por uma boa parte de alunos, que hoje buscam outros valores, inúteis que só
atrasarão suas vidas. E por sua vez professores desgastados por não saberem
como lidar com esta nova realidade, muitas das vezes desistem de dar aula, ou
aplicam métodos com pouco resultados, e por conta de tudo isso temos péssimas
consequências em na formações deste aluno.
Em
uma visão maior estamos vivendo um colapso de uma sociedade desgastada.
Políticos corruptos contribuído para a pobreza e o conflito destas pessoas e a
violência aumentando em bairros mais populosos, a saúde nem existe para muitos,
e por falta do básico, as nossas escolas e tudo que existe em volta dela se
encontra doente. E Apesar de esforços do governo com projetos e auxilio, não
estamos tendo grandes resultados.
Precisamos
de soluções concretas para nossa educação, e a formação ética e intelectual
depende do meio onde convive, este indivíduo sendo influenciado por sua
família, professores, políticos e até mesmo a mídia.
[...]
Em todos os cantos do mundo, primeiro a educação existe como um inventario
amplo de relações interpessoais diretas no âmbito familiar: mãe–filha,
Pai-filho, sobrinho-irmão-da-mãe, irmão-mais-velho-irmão-caçula e assim por
diante. Essa e a rede de troca de saber mais universal e mais persistente na
sociedade humana. Depois a educação pode existir entre educadores-educandos não
parentes- mas habitantes de uma mesma aldeia, de uma mesma cidade, gente de uma
mesma linguagem – semiespecializado ou especialista do saber de algum oficio
mais amplo ou mais restrito. [...] (BRANDÃO,
Carlos Rodrigues, 2013, p 33)
A
educação moral do indivíduo, desde seu nascimento, e de responsabilidade dos pais,
de semelhante modo cabe aos educadores, a arte da leitura dos outros
conhecimentos básicos. Além desses fatores cabe ao mesmo repassar conhecimento
político e social, incentivando e ensinando distinguir valores mais amplos.
Tristemente
isso não acontece o que vemos e um descaso de ambas as parte, principalmente em
periferias de nossa cidade, relatos esse feitos por alunos que acompanho em
especial no programa do governo do estado do Pará, PROPAZ, programa que atende
diretamente bairros da periferia, jovens e crianças em idade de (8 a 18 anos)
em situações de risco, tirando-as das ruas e colocando em espaços específicos
para atividades recreativas como Arte, esporte, dança música e lazer.
As
atividades funcionam como complementação escolar, o que possibilitar que o
aluno tenha atividades lúdicas nos períodos livres, junto as atividades e
desenvolvido a cultura que eles chamam da Paz, que a não- violência,
implementado as atividades os conceito de companheirismo, respeito e
colaboração mutua.
O programa
atende e auxilia jovens que estão na idade (15 anos) são ofertados cursos de aprendizado
e conhecimento profissionais, que ao meu ver estão apenas “moldado” estes alunos,
para um mercado que encontra-se encharcado de tantos profissionais, como exemplo:
auxiliar de portaria, caixa, recepcionista, e outros.
Em minha
pesquisa pessoal, percebo que este aluno que se encontra em bairros ditos “perigosos”,
e distantes de um” ideal social”, e com carência na educação, saúde, saneamento
básico, pede por socorro e através do desenho da escrita e da leitura, pude
perceber o quanto estamos tão distante deste imaginado. Os desenhos retratam
suas realidades e sobre a violência que vivem em todos os setores de suas
vidas, com uma escrita rebuscada e um conhecimento já amplo para idade que se
encontrão.
A
educação vem dos exemplos e das atitudes, e com certeza ele vem de casa, mais
como mudar esta realidade de muitas famílias, que hoje vivem em extrema
pobreza, faltando de tudo em seus lares, e com isso surgem todas as
dificuldades.
Por: Regina Coelho




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