Certo dia, como muitos outros, estava eu a observar a cidade pelas janelas de um “bonde”, pensando sobre o que a arte poderia fazer em prol dessa sociedade, muitas vezes massacrada pela falta de humanidade, pelo descaso do governo com a população. Percebo “pessoas\coisas” se misturando a paisagem das construções do homem, logo vejo o pixo e o grafite, que muita das vezes fala sobre essa sociedade atual, creio eu que essas atos, uma ótima forma de protesto, porém mais que isso, ele está ai para alertar sobre essa realidade.
Quando saio pelas ruas de Belém, vejo artes, ideias e possibilidades, está visão me foi ampliada através de aulas e diálogos com os professores de artes da Universidade,
A cidade está carente de arte, de cores e de projetos artistico-sociais , não para formar artistas, mais para formar cidadãos de bem, e acima de tudo críticos perante a sociedade, e se formarem artistas, serão bem vindos, pois enxergo na arte uma poderosa ferramenta contra o capitalismo e a favor da vida. Já passei pelo grafiti, e por isso pude ter uma noção do quanto essa expressão artística pode ser importante para transmitir uma leitura do mundo, onde muitas pessoas não enxergam ou fingem não enxergar…pessoas, vidas sumindo, se fundindo ao asfalto, ao muro, ao poste, a cidade.
É nessa periferia que quero trabalhar, pois lá sim, é o lugar que mais necessita desse tipo de serviço social, lá está o futuro, para o bem ou para o mau, por isso devemos saber orientá-los.
A arte está intrinsecamente ligada ao ser humano desde os primórdios com as pinturas de Lascaux e Altamira, isso é a prova que o ser humano vem usando a arte para se expressar através dos tempos, como uma ferramenta por que não de guerra ? pois de acordo com pesquisadores, achava se que ao desenhar o animal da pedra, ele estaria com sua alma aprisionada, facilitando sua captura, hoje nossas ferramentas de guerra são o Grafiti, a Charge, a Ilustração, a Escultura, as Intervenções Urbanas entre outros.
Voltando a se tratar do curso de Artes Visuais da UFPA, a quem o apedreje até o fim, porém penso o contrário, vejo sim uma estrutura precária, alguns professores que parecem estar sem a mínima vontade de lecionar, não sei ao certo se realmente estão sem vontade, ou se são apenas um reflexo de muitos alunos que parecem estar sem a mínima vontade se assistir uma aula do curso de Artes, mais tudo bem, isso não vem ao caso, o fato é que se nós alunos realmente estivermos interessados, iremos em busca desse conhecimento, que está cada vez mais acessível, quem me garante que se a estrutura fosse de primeiro mundo, os alunos estariam mais interessados? a mudança está em cada um basta iniciá-la.
Queria falar mais um pouco, mais o tempo está curto e tenho dois filhotinhos para sustentar….

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