Okey, não faço a mínima ideia de por onde começar essa
história. Mas indo por partes, o motivo de ter caído de paraquedas nessa
escolha estranha que é fazer artes se deu por causa de uma garota..... Eu levei
um belo pé na bunda.
O ano era 2009, sim a porra toda começou no ensino médio.
Eu era um nerd e fiz a bela cagada de me apaixonar pela
garota mais bonita e inteligente da sala (colegas, é possível ser as duas
coisas ao mesmo tempo).... E futuramente iria descobrir que ela tbm era uma
vaca (ops, três coisas ao mesmo tempo).
De forma bem resumida, foi um amor platônico idiota que
durou o ensino médio inteiro (platônico só da minha parte, pq ela sabia da
merda toda.... noob). E com a chegada do terceiro ano, eu fiquei entusiasmado pra
cacete em fazer química pq era algo que tínhamos em comum (ainda me arrependo amargamente... podia ter feito umas bombas e explodido a porra toda). A
propósito, eu mencionei que ela era da igreja!? (¬¬, mas saiu com uma galera do
ensino médio....)
E depois de todos os planos imaginários idiotas que eu fiz,
tipo casar e ter filhos com nomes bíblicos estranhos como: Naum, Efraim, Matuzalém, Melquisedeque, Jeoiaquim,
Mefibosete, Bezaleel, Aoliabe, Chimbinha, Calypso (louvados sejam...
kkk) e dentre outros que quando paro pra pensar, agradeço aos céus por não
cogitar mais essas possibilidades de nomes (Pq as pessoas fazem isso!?); Decidi
que tentaria ao menos elevar o nível de nosso relacionamento (tipo pode segurar
a mão dela, e tentar olhar nos olhos sem “fornicação”, pq sexo..... cês sabem
né!?). Então, depois do culto do santo hadouken de fogo fiz a declaração de
amor mais tosca do mundo (sério, foi depois do culto, e eu só disse que gostava
da pequena). O “eu já sei” seco que recebi foi meio estranho e horrendo, e
depois de uma série de desculpas clássicas como: quero me guardar pra deus,
ainda não me sinto pronta pra um relacionamento sério, o dólar tá alto, já
acabou Jéssica? Fui pra casa com a cara mais lerda do mundo (na verdade, fui
pra casa da minha prima que fica na zona vermelha do Guamá, tamanha meia noite,
todo arrumadinho..... Estar vivo pra contar essa história é um verdadeiro
milagre).
Então... Desisti de química e tentei procurar outro rumo. Na
época eu só sabia jogar vídeo games e..... Bom, era isso! Então pesquisei por
cursos de game designer ou outras coisas que pudessem ser legais (não tinha
muitas opções....); como esses cursos da hora não existem aqui onde Judas
perdeu as botas... Voltei à química, mas decidi ir à feira do vestibular pra
ver se encontrava outra coisa.
Sim meus caros, é nesse ponto que a história bate com a de
muitos outros colegas. Não sei ao certo o porquê, mas todos caímos no falso
conto do maravilhoso mundo do curso de artes visuais. Tbm me sinto enganado e
gostaria de dizer que eles realmente fizeram tudo parecer bonitinho.... Mas era
um contrato com o cramulhão.
Eu passei! Não sei como, por que aquela prova da federal
estava mais difícil que entender o programa da Ana Maria Braga. Chutei todas as
questões e ainda tirei a nota mínima do exame de habilidades, mas entrei no curso.
Mas pela primeira semana de aula pq fiquei em casa ouvindo
all by myself (não não, foi desleixo mesmo, muitos games massa, rsrsrs). E só
entrei a partir da segunda semana do primeiro semestre (perdi o trote escroto
que fizeram com a turma.... Ainda bem).
Cara, sobre o curso.....
(Acima a ilustração que demonstra como entrar no curso me ajudou no desenho... O meu é o do lado direito)
O primeiro semestre foi legal: pessoas bonitas, pessoas
doidas, pessoas com cara de psicopata e pessoas que vc não tinha certeza se
viriam a surtar num futuro não muito distante (e algumas surtaram). Rsrs. A
título de curiosidade, eu já vinha questionando os dogmas da minha religião
muito antes de entrar no curso, e logo no primeiro semestre levei umas
bofetadas socioculturais na disciplina de “Arte, Cultura e Sociedade”... Em
tese, hj considero a bíblia como um livro de mais valor arqueólogo que espiritual
(ainda acredito em um ser, mas não o do que é retratado nesse livro). Meu mundo
se expandiu imensamente quando entrei nessa casa da Barbie. Fiz mais amizades
(tipo Kells, Amanda, Marina e só no primeiro semestre.... Eu sou tímido, mas a
galera toda era de boa). Visitei galerias e museus pela primeira vez, e percebi
que não entendia porra nenhuma de arte contemporânea (como se atualmente eu
tivesse conseguido entender alguma merda...). Enfim, foi foda!
A partir de então, vim passando todas as desventuras em
séries com a turma. O que de fato é cômico, pois passamos por poucas e boas
nesse curso que.... Bom, até hj eu não entendo nada sobre nada, sobre nada, das
artes visuais. Descobrimos o quão massa é morar na Alemanha; que somos um bando
de professores de periferia opacos, que não levamos nada a sério (e estranhamente
nos formaremos ano que vem..... Chora mais ;) ); Que temos que seguir as regras
da ABNT (Poooooooooooooorre!!!), Que nossos traços são muito figurativos; que
somos “Bacanas”; que fomos “Marcados”; que podemos dar a disciplina sem o
auxilio do professor responsável, por que ele quer tirar uma soneca; que
podemos tomar uma com o professor no vadião; que há uma diferença entre canapê e
coxinha (entendedores entenderão); Cubos, cubos e mais cubos; já falei que
aquele carro passou rápido como um raio!? Rsrs.
Cara, foram tantas coisas.... Que eu poderia ficar aqui o dia inteiro escrevendo e rindo muito!
(citando uma famosa professora do curso... Manjadores manjarão manjarias manjadoras)
(espero ter deixado bem claro!)
Mas acabando um pouco com toda essa zoeira... Eu mudei muito
nesses quatro anos. Hj eu saio com o pessoal e bebo de boa (mas ainda não tive
o meu primeiro coma alcoólico, :/ ); quebrei meus conceitos sobre o que é certo
e errado; mudei a minha visão de mundo; chego meia noite em casa (as vezes nem
volto... minha casa ainda continua um saco); trabalhei em um museu; virei
presidente do Centro Acadêmico do curso (muito XP); deixei um pouco a timidez de
lado (só um pouco..... bem pouco); Aprendi a viver mais desregradamente.... ou
melhor, aprendi a viver. Em pensar que eu poderia estar casado e sendo um pastor (nada contra quem é..... Mas cara, definitivamente não é pra mim)
Não sei como vai ser o meu tcc (vou me foder lindamente,
kkkk), não sei como vão ser os próximos anos, ou o que vai acontecer depois que
eu me formar. Só sei que o curso.... não não.... Essa turma de opacos de quinta
categoria vai ficar pra sempre na minha memória! E que cada pessoa que entrou e
bagunçou de alguma forma o meu eu durante esses anos, vai estar sempre comigo.
A todos os opacos e opacas de 2000 e dose.... Rola de
fazermos uma fogueira com nossas apostilas e trabalhos nos final do curso!? Hahaha
Até.
Phoenrir







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