Um breve relato da ligação de ser estudante ou acadêmico das artes. Um ensaio sobre parte da vida na faculdade de artes visuais; reflexões, incertezas, impaciências, superações a aprendizados etc.
Modelos de escola.
O tradicional, organizado de forma autoritária, individualista como sempre com o poder centrado na mão de poucos, e também amparados por seus títulos por excelência doutores e pela quais muitos de nos alunos vivem a sombra da incerteza, considerados muitas das vezes estes alunos objetos que se possa moldar como a figura desses professores e agentes transformadores de vidas alheias. Professores, que detém de conhecimentos e autoridades, que deveriam exercem o simples ato de ensinar dão lugar a educadores imbuídos de glamour do conhecimento se preocupam em fazer de alunos seus apenas receptores de informações, não se preocupando em fazer com que supostos aprendizes de artes possam pensar de forma significativa para aquele campo de atuação, desenvolvendo assim uma sombra de ensino que pouco lembra uma sombra na penumbra de métodos antigos. Baseia-se no principio da tradição: disciplina, obediência e resultados concretos; lembrando que estes três pilares nada tem haver com modelos de conduta de interesses particulares apena utilizam deste para determinada obediência. Há algo bom destes profissionais são tão poucos e ofuscados...
O método contemporâneo de ensinar vai de encontro e desafetos com o tradicional, muitos defensores deste método insinua que estão contribuindo com o ‘Novo’, contrapondo este passado de autoritários educadores. Muitas das vezes embriagados de também conhecimento procuram passar a tão vanguarda de imagem de professor além do seu tempo, lecionando a liberdade de conhecimento e conduta, demostrando aos alunos que eles têm sim por natureza liberdade na vida acadêmica, “mais somente nos sonhos os homens e mulheres são de fato libertos”; parece-me certos momentos que professores se tornam complexados nesse conceito de contemporaneidade do momento. Mas também há professor-educador, aqueles que nos enche a cabeça de fundamentos para a vida esta que se mistura com a arte de ser: humano; aprendiz; agente transformador de nosso meio e, contudo ainda sobra espaço para nos conduzir a sermos estudantes de artes... A estes professores o meu respeito, ‘Mestres’.
Um suposto modelo de aluno.
Pois bem, para que haja transformação de humano-individuo-aluno de artes e necessário que também nos alunos sejamos capazes de atuar nessa sociedade complexa que é a faculdade de ensino, possamos de forma perceber o conhecimento e passar a ter capacidade intelectual de ser comportar como agente receptor de saberes libertadores, não um saber maior ou menor mais saberes diferentes segundo Paulo Freire, pois também assim como há professores de diversos conceitos há também inúmeros alunos que pairam na incerteza de estes serem supostos aprendizes de artes. Que sejamos visionários para enxergar de fato o que interessa de forma coletiva, que saibamos reconhecer momentos errôneos e dando assim soluções criativas para tal problema. Mas se de repente alguém não sabe o que quer um dia se aprenderá que qualquer coisa serve qualquer coisa mesmo.
Que saibamos escolher modelos para seguir ou não, que saibamos extrair de fato a essência da busca pela vida, seja ela que caminho tomara ao longo da vida na academia e fora dela, saibamos aproveitar o Carpe Dien, pois na faculdade tudo se dissolve no ar, conceitos de ensino, condutas acadêmicas, professores, alunos e também a arte, mas a algo que não morre nunca a eterna amizade.
Carlos Junior
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