Off Course

Take it or leave it
Nascid@ na cidade de Belém, filh@ de pais com opostas disposições quanto a terem um filh@, cá estou eu. Atualmente, sou estudante do Curso de Licenciatura em Artes Visuais da Universidade Federal do Pará. Dizem que precisa-se estudar muito para entrar nas universidades públicas daqui do estado. Eu não me preocupei com isso.

Yesterday’s kids
Sempre estudei em escola pública e, nenhuma vez na minha vida tirei nota vermelha. Sempre quis orgulhar minha mãe que, sendo ela empregada doméstica na época e, contra todas as expectativas, conseguiu me criar e dar boa educação.
No 3° ano do ensino médio (com 16 anos), algumas coisas mudaram e também descobri muitas outras:
1 – Eu não queria ser como eu era.
2 – Eu não queria ser o que os outros queriam que eu fosse.
3 – Eu não queria fazer arquitetura.
4 – Eu gostava de menin@s.
5 – Minha família me via como a “ovelha negra”.
6 – Bebia pra esquecer das coisas acima.
Nessa época eu “fazia cursinho”. Entre aspas mesmo, porque isso era em tese. Na prática, eu até ia pro cursinho, mas desenhava e lia quadrinhos enquanto estava lá; enquanto meus colegas entupiam seus cérebros com conhecimentos que nunca iriam usar depois ou SE passassem no vestibular.
No dia da lista dos aprovados na UFPA, SURPRESA! Eu que, em minha crise existencial não estudei P.N., passei. Mais surpresa ainda foi porque meus colegas que estudaram não passaram. É, queridos... nem sempre a gente consegue o que quer. A vida é dura.

Mamma weer all crazy now
Passei, mas e aí? Não sabia muito bem o que esperar da universidade, mas minhas expectativas eram altas. Esperava um atelier repleto de pinturas e obras dos alunos, pessoas produzindo por todos os lados, esperava encontrar muitas pessoas de mente aberta, esperava encontrar professores absurdamente bons e dedicados, esperava que a universidade disponibilizasse materiais para os estudantes de artes (assim como disponibiliza materiais muito mais caros para estudantes de cursos privilegiados e que “produzem”). 
Alguns dos professores que lá estão têm mentes fechadas assim como na maioria dos cursos (porém não esperava isso em ARTES), não procuram se atualizar, ficam apenas passando seminários, reprovam ótimos alunos por falta e não por sua produção na matéria (sequer se dão ao trabalho de saber o porquê das faltas), passam atividades mecânicas e sem cunho artístico. 
Enfim, não encontrei tudo o que eu esperava, mas aprendi muito e me tornei uma pessoa totalmente diferente do que eu era há 4 anos atrás.
Nunca havia pensado em ser “professor de periferia”, em ser feminista, em viajar para outro estado, em lutar pelos direitos dos mais indefesos, em cantar sobre tudo isso, em realmente assumir o que sou para o mundo e para mim mesm@. Na verdade, nunca havia pensado a respeito do que faria e nem de como eu seria no futuro. Até hoje não faço isso.
Experiências como Estágio Obrigatório, o lamentável ocorrido na aula de Laboratório de Experimentação Bidimensional, oficinas na instituição Curro Velho, ENEARTE, dentre outras, me ajudaram a crescer como estudante e como pessoa, pois me fizeram refletir sobre o porquê de eu estar neste curso.

Is It day or night
Eis aqui algumas coisas que também me influenciaram bastante.

Bandas:
- The Runaways (que deram idéia aos títulos usados neste texto);
- Ramones;
- Ratos de Porão;
- Foo Fighters;
- Cyndi Lauper;
- Beyond Pink.

Filmes:
- Lunchbox;
- Rocky Balboa;
- O Menino do Pijama Listrado;
- Pietà;
- Olga;
- Cisne Negro;
- O Iluminado;
- O Abutre;
- Visitor Q;
- O Labirinto do Fauno;
- Iris.

Livros/ HQ’s:
- Habibi;
- Retalhos;
- Coraline;
- Valentina.

Right now
O que eu espero a partir de agora? Como eu disse, não costumo pensar no futuro. Pretendo entregar o meu TCC o quanto antes. Pretendo viajar bastante e conseguir um bom mestrado fora do estado, ou até do país. Também gostaria de trabalhar com moda. 
Espero manter sempre contato com os meus colegas de turma, que tanto amei conhecer e que tanto me mudaram e acrescentaram. Espero que ainda façamos muitas ondas juntos. Espero ver todo mundo realizado pessoal e profissionalmente daqui há alguns anos.

Fantasies
Antes de ingressar na faculdade, desenhava e executava alguns projetos meus de moda no Amazônia Fashion Week. Após entrar na faculdade, ministrei três oficinas na Fundação Curro Velho que conciliaram as duas coisas que mais gosto: moda e arte-educação.
Nesta parte vou falar/mostrar um pouquinho do meu trabalho como artista. Bom, sempre gostei muito de trabalhar com desenho, principalmente relacionado à moda. Gosto de associar isso a colagens, pinturas, etc. Também gosto muito de desenhar retratos de pessoas, autorretratos ou apenas viajar na maionese.


Nanquim, aquarela e plástico sobre papel. 



 Nanquim e colagem sobre papel.



Miscigenação - Nanquim, lápis de cor e colagem sobre papel.


 Nanquim e colagem sobre papel.

 Zoom2- nanquim e colagem sobre papel.

 Curvas - Nanquim sobre papel.

Autorretrato - Nanquim e colagem sobre papel. 

Eu vejo flores em você - Lápis de cor e colagem sobre papel.

Narcisando - aquarela e nanquim sobre papel.









Texto escrito pela aluna: Samara Aguiar Cardoso

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