Olhar para a frente é sempre complicado. Olhar para trás é arriscado. Olhar para os lados é incerto.
Definir um destino não assegura nada, e os caminhos são sempre via de mão dupla.
Começar a trilhar algo não pode ser aleatório, deve ser algo pensado. Mesmo com a certeza de possíveis mudanças.
Vi um sonho se realiza, seguido de um breve despertar.
Vi certezas se diluírem para uma duvida restar.
Vi indas e vindas, sempre como uma familiar novidade.
Vi que tudo o que eu sabia não seriam mais verdades.
Vi estranho se tornarem amigos por motivos indefinidos.
Vi que a unidade era um bem muito mais que afirmativo.
Nem rosas nem espinhos.
Ha apenas os caminhos.
Não tão simples como desejara, e nem tão conflexo quanta afirmaram.
Ha apenas o querer.
Nada de "belo", "posto que é chama", apenas um processo, perdido entre as mudanças.
Não estou pior, nem melhor do que um dia fora.
Ha apena o "EU" que insiste em querer o que não me pertence no agora.
Mas se aquilo que é desejado não for como o que tão bem fora esperado, tanto faz, eu reinvento, é apenas um processo, nada de fins, ha apenas o meio.
Me deram a linha, me apontaram o horizonte, mas apenas eu posso criar meu ponto de fuga.
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