Não me lembro quando descobrir ser um artista
Ainda que ache que estou longe disso
Me lembro que um prédio abandonado
Tinha convivido comigo durante toda a minha infância 
Ele sempre esteve lá 
Nas brincadeiras, em situações que tínhamos que se esconder
Passávamos o dia brincando no prédio abandonado
Criando histórias e desenhando nossos sonhos
Mas houve um tempo que pessoas estranhas
Apareceram com máquinas e pilhas de materiais
Houve muita conversa na Vila onde eu morava
E em algum momento ele estava transformado
Não  havia mais sujeira e nem ratos pelos lados do prédio
Através de conversas curiosas entrei nesse novo espaço 
Completamente limpo e estranho a um só  tempo
Haviam pessoas, haviam salas e uma senhora de meia idade
Ela me convidou sorrindo pegando na minha mão
Para participar de algo que seria uma oficina
Até  então nunca tinha participado de algo assim
No começo foi estranho, diferente, apaixonante
Havia uma liberdade nas pinceladas
E o meu desenho ganhava dimensões a cada nova oficina
Era viciante, era vida além de mortes
Esqueciamos da pobreza deitados nos papéis gigantes
Tinha descoberto minha paixão
Hoje não sei  dizer se consigo fazer outra coisa fora dessa área
Com o desenho aprendir a fazer muitas coisas
Dizem que a Arte transforma as pessoas
Ela conseguiu comigo
Aprendi e ainda continuo aprendendo com ela
A Ufpa mudou minha concepção e com certeza contribuiu
Questionamentos, os modos de como vemos as coisas
Mas sinceramente, minha primeira universidade
Iniciou quando entrei em uma oficina desse prédio
Que havia me acompanhado por toda a minha infância
A Fundação Curro Velho.

Saí do interior com uma mala de expectativas, dentro dela tinha minha personalidade, minhas alegrias, minha esperança... Mas quando cheguei aqui, me deparei com um lugar que me obrigava a trocar tudo o que eu tinha. 
Que se dane cidade grande, tô 4 anos aki e nem se quer desarrumei as malas. 
Em breve to caindo fora daki!



Alô alô alô papai , alô mamãe...poê a vitrola pra tocar...
legal , passou em que?
-Artes \o/
-legal '-' , parabéns!


A exatamente 4 anos iniciou-se esse ciclo e dentro dele muitas mudanças e descobertas, no inicio assim como a maioria que entra nessa faculdade tem aquele pensamento  que já é padrão de cursar artes visuais por que desenha, por que faz mangás , pinta (guardanapo heheh) , borda ,etc. E quer se profissionalizar nessa área, pois estudar na universidade federal seria um grande passo. No inicio, tem aquele encantamento com o curso, com o local da instituição e com as novas amizades, normal, pois pra mim tudo isso era novo, creio que tudo é seu tempo, optei por arte dois anos depois que conclui o ensino médio, ou seja, se eu escolhesse arte desde o inicio eu entraria em 2010, ainda bem que isso que isso não aconteceu, vi a turma de 2010 e percebi que a de 2012  era pra mim , galera legal (nem todos) e unidos , que foi o mais bacana, e até hoje é assim, na maioria das vezes, amém.


Calouro fazendo Calourice hahaha

Dentro da faculdade houveram muitas frustrações mas também descobertas devido a realidade dentro da instituição , pois em algumas disciplinas eu não conseguia me encaixar, por incrível que pareça desenhei muito menos do que eu pensava que desenharia estando nesse curso pensei em desisitir, até eu optar por licenciatura e perceber que eu gostava de ensinar e essa troca de aprendizado que há na escola, de passar esse conhecimento artístico , que reforçou nos estágios supervisionados (que inclusive eu aprendi mas sobre histórias da arte em algumas aulas no ensino médio da turma que acompanhei do que em algumas aulas na faculdade) ,ainda assim, acontecia as famosas crises existenciais , pois eu duvidada bastante dessa carreira profissional que escolhi, devido as muitos comentários de professores sobre a realidades da profissão,a burocracria , a falta de recursos dentro da universidade, falta de oportunidades de trabalho e as greves  que são broxantes  e desmotivavam, e repensava na ideia de seguir em frente , ser arte da cabeça ao pés e poder passar isso para crianças e adultos.A ideia de SER OU NÃO SER ARTISTA , mais forte na cabeças de uns professor do que  ser um  educador de arte,  que parece não ter valor pra alguns. Nesses 4 anos muitas coisas chatas , divertidas e compensadoras aconteceram, desentendimentos da turma com professor, e simpatia com outros, projetos sociais que era uma carga de motivação e fortaleceram esse ser educador e instigam essa vontade de fazer a diferença para onde eu for passar conhecimento, assim como as conversas na beira do rio, como disse o palhaço , personagem de um grupo de artista de rua do documentário "NOVIEMBRO", assistam!


"A ARTE É UMA  ARMA CARREGADA DE FUTURO"
(e morreu, levou um tiro em cima do trapézio :/)







Um episódio chato e inesquecível com essa frase marcante que dizia : “É isso que vocês querem, ser um professor de periferia ?” (SEQUEIRA,2013)  ¬¬   ...







Sobre mim , houve muitas mudanças, no terceiro semestre eu sairia do curso, pois eu estava noiva e logo casaria, (contra a minha vontade), larguei e foi a melhor coisa que fiz \o/, e sobre as mudanças que pensei no início se ocorreriam ou não, devido a vida acadêmica  e algumas experiências da vida e profissionais, houveram mudanças , na aparência e também como pessoa, pode ser irrelevante, mas foi muito importante pra mim , pois entrei de um jeito e to terminando de outro, as pessoas dizem que foi por causa do curso ou só por essa convivência na ufpa, o estereótipo clichê criado por muitas pessoas, eu credito que uma parte sim, pois com tanto aprendizado nessa vida acadêmica, cultural e experiências profissionais e de vida, percebo o que realmente tenho que valorizar, e libertar a mente de padrões de beleza ou de vida que a sociedade insiste em manter e bla blá blá
Teve greve, atrasou tudo, tem que fazer tcc, ir atrás de um orientador, e bla bla blaa , os 4 anos se transformaram em 4,5 ou 5 sei lá... professores nos chamavam de bacana, outros nos marcavam , outros dormiam em sala, outros eras confusos, e outros eram mais aprendizes que nós em algumas disciplinas HAHAH outra frase marcante:


“UMA COISA É UMA COISA, E OUTRA COISA É OUTRA COISA” (LEÃO, Claudia 2000 e alguma coisa)
  

Mesmo com os obstáculos e incertezas pelo caminho, desejo a todas inimigas vida longa hahah brincadeiras a parte...
seguimos correndo atrás desse valor maior pra nossa área, e essa democratização da arte para todos , tirar essa ideia que arte é coisa de burguês. ¬¬

o ano 4 chegou , eu sobrevivi 
Melhor turma de artistas de quinta- adoro vocês (nem todos)

Hoje de manhã...
atravessando o mar
vou perder, vou me encontrar
a cada vento que soprar ...🎵🎼





                                                          
                                                          SÉRIO QUE JÁ ACABOU ?
Ainda não, teve greve, agora só ano que vem...


                                                                       Poxa zZz

Por:Flávia Rayza Amorim.                                                                                                                                                                                                                                                                               
Um vai e vem de ideias que surgem aleatoriamente no meio das palavras desajeitadas.


*Eu sei que todos sabem que eu falo pra caralho. Então.. enjoy*

Algum'Abbud
André Souza (Dedeh)

O começo...

No início não tinha muita ideia de como seriam as coisas dentro de uma universidade, porém esperava coisas boas já que sempre vi a Federal como a mais cobiçada entre as universidades da cidade, então esperava que fizesse jus a esse status, e pra mim, morador de periferia, pobre, negro e criado somente pela mãe, ter conseguido a oportunidade de cursa um nível superior, foi uma grande conquista e estava disposto a tirar o maior proveito possível dessa experiência.
Nas primeiras disciplinas me surpreendi pela grande maioria serem teóricas e apenas algumas voltadas para pratica, já que eu estava muito ansioso mesmo era por disciplinas que me proporcionassem o aprimoramento da qualidade técnica dos meus trabalhos, principalmente desenho e pintura. Porém todas as primeiras disciplinas com que tive contato achei que foram muito bem ministradas e desenvolvidas pelos professores, e foi muito interessante ver a diferença entre o ensino que tive em escolas públicas com esse novo dentro de uma universidade.
Antes não tinha muito interesse por teoria, e até mesmo na área que escolhi cursa dificilmente procurava ler algo sobre (tirando revistas sobre graffiti), e a parti do momento que comecei meu trajeto dentro do curso, pude ver que existia um mundo imenso pra eu descobrir tanto em teoria quanto em pratica. O primeiro semestre de faculdade de cara já foi muito transformador e me mostrou uma universidade em que iria valer pena cursar, e por um certo tempo me senti feliz com o curso.
Desde o momento que iniciei minhas atividades na faculdade fui descobrindo novas formas de explorar meu trabalho e conhecendo diferentes universos da arte, e deixando de me prender somente ao graffiti. E os diversos artistas que comecei a conhecer através das aulas, me inspiraram muito, não só artistas de movimentos da história, mas também amigos artistas em início de carreira assim como eu, e artistas da cidade mesmo que antes passavam totalmente despercebidos por mim. Comecei a perceber e conhecer mais da cena artística de Belém, e a achar ela muito bonita e importante, apesar de ainda ser pouco valorizada.

E Perto do fim... 

A minha visão do curso foi se modificando com o passar dos anos, pois se no começo ele me passou a impressão que seria muito bom, produtivo e me daria uma ótima formação, com o tempo deixei de consegui ver tudo isso. Toda motivação que tinha no início foi diminuindo aos poucos, acho que principalmente com relação a alguns professores e disciplinas, que me deram mais a sensação de estar ali só perdendo meu tempo em algo que não está sendo produtivo para minha formação.
A minha sensação foi a de que os professores começaram a parecer cada vez menos preocupados em desenvolver uma boa aula, e alguns pelo simples fato de estar ali apenas preenchendo alguma brecha de disciplina, outros que ensinavam sem ao menos ter um bom domínio do que estavam passando, e como não citar também aquele triste episódio do professor que se mostrava um excelente profissional para no final ter uma atitude desprezível com a turma.
Tenho que colocar também que nesse período de faculdade tive o contato com excelentes professores em que sempre vou ter uma grande admiração.
Perto do fim do curso penso que realmente a universidade me ensinou muito e me mudou bastante, mas penso também que essa experiência poderia ter sido bem melhor, e talvez tivesse que ter cobrado mais de mim mesmo.

Agora o que realmente me importa é terminar e buscar fazer a valer pena todos os anos em que estive cursando esse bacharelado de artes visuais.




RAFAEL JOSÉ BANDEIRA DA PENHA
Matrícula 1104540026


CORPO POLÍTICO NA  PERFORMANCE ALICE NO PAÍS DAS MARAVILHAS


  
                                               “Quase todos são loucos aqui diz o gato de enigmático sorriso”

Vou falar uma das maiores experiências que tive durante a graduação no curso de Artes Visuais. A vivência de um ano na cidade do Rio de Janeiro como bolsista na Escola Nacional de Belas Artes da UFRJ. E como a vivência na “cidade maravilhosa” levou-me a pensar a performance de forma crítica e social. Como a pesquisa nas Artes Visuais, unida às utopias de um sonhador e as realidades de uma grande cidade que desconstroem fantasias frágeis e constroem uma fantasia para enfrentar a realidade, a fantasia como  uma armadura para guerra
.

 “Para descolonizar o corpo é necessário descolonizar o “sujeito corporizado” pelo dualismo sexual traçado em cartografias e monumentos que instituíram o sistema falocêntrico. É necessário dissolver as dicotomias de gênero, repelir as polarizações sexuais que se estabeleceram como protó- tipo dessa visão de sujeito e de corpo. Buscar alternativas para desobrigar esses sujeitos – ‘mulher’, ‘homossexual’, ‘bissexual’, ‘transsexual’ – da condição de anexos, ou seja, subjugados como o “outro”. ( MARTINS,p.6-O imaginário do corpo).





CONCEITO


Alice é uma menina inquieta, que cai em um abismo e se vê em um
universo do avesso. Questiona-se ao observar o pavor de um coelho que corre
sem parar e observa atentamente as horas. Ela parece buscar o caminho de
volta para casa, mas na realidade, tenta encontrar-se no universo confuso em
que está inserida. Características o suficientes para tecer de forma crítica um
paralelo com a realidade brasileira. Reflexos de nossos tempos atuais e de
nossas memórias conflituosas de país latino- pós colonizado.
Alice está no Brasil e ela é brasileira. Uma brasileira que vivencia suas
incoerências e tenta em determinados momentos, transpor suas inquietações
deste cotidiano adverso e paradoxal.

Alice é o exercício da liberdade; O corpo político como forma de
resistência e como um dispositivo que vai ao encontro dos conflitos do outro.
“Bicha”, “boneca”, “ridículo”, “preto sujo”... São seus adjetivos, são as
respostas da sociedade, do povo que expõe de forma direta suas intolerâncias
e seus pensamentos sobre quem já nasceu marcado. Com as marcas
históricas dos preconceitos do sistema colonizador , branco e heteronormativo.


Histórico
Alice surge em meio a “cidade maravilhosa”. Em um corpo que se insere
na cidade do Rio de Janeiro das manifestações de Julho de 2014. Pelos gritos
de mudança e que um ano depois, próximo ao seu retorno para Belém, se
viram calados pelos jogos da copa do mundo.
Alice começa suas ações, a partir da referência do capítulo 7 do livro de
Lewis Carroll , onde ela leva “O chá dos loucos” para as ruas. Como forma de
manifestação e deboche aos brasileiros iludidos pelo mundial e desacreditados
as promessas de mudança das manifestações.
Foram muitas vivências, momentos e presenças com a violência e com o
racismo escrachado. Das passagens pelas favelas e pelas ironias de uma
cidade vendida como cartão postal “maravilhoso” e de um histórico social
bastante ingrato e questionável.
Esta série é o resultado de uma vivência da Alice com o lixão de sua
cidade natal, em Belém do Pará, intitulada: “Alice e o chá através do espelho”.
Fazendo relações da sociedade brasileira com a história do autor Lewis Carroll,
partindo para uma crítica das posições sociais e individuais em que ela está
inserida como ser marginal. Encontrando um significado pessoal a partir do
simbolismo material do lixo e do lixão como um local onde habita-se o resto, o
que há de mais insignificante para um grupo social .
Alice vai aos locais aonde sua imagem chega quase a se camuflar.
Seja pela sua sensação política sobre o Brasil, seja por ser mais um menino
negro que remete aos muitos outros catadores do local , ou seja pelas cores do
vestido da personagem, que facilmente se camufla aos céus cercados por

urubus e pelos restos de lixos espalhados pelo chão.




Alice,Bairro da Lapa/
 Rio de Janeiro, 2014:


Quando se é estudante do ensino médio é normal criarmos uma expectativa de como será o ingresso na universidade,assim quando cheguei no convênio foi muito difícil escolher um curso superior,e o que me levou a optar por Artes Visuais foi pensar em toda uma trajetória e contato com o mundo das Artes que fizeram parte da minha vida até então.Convivi com pessoas que me fizeram admirar as Artes.Na infância era levada a sarais e varais em praça aberta,e ver os bastidores era presenciar e participar da produção de desenhos ,ler quadrinhos,assistir animações,fotografar,ir para exposições de Arte.Em casa ,observava meu pai fazer esculturas e construir grandes telas.Passava horas admirando as cores e as formas  criando vida no espaço em branco e hoje quando sinto o cheiro da tinta óleo vem consigo todas essas lembranças.
Por ja estar dentro do universo artístico fora da escola, o fazer arte dentro dela me levava a ter uma compreensão maior e admiração pela disciplina.E no segundo ano do ensino médio conheci um professor que me fez ver o magistério com outros olhos,pois ele pode-se dizer era o Arte Educador que sabia aliar pratica e teoria,tinha uma uma didática metodológica fantástica que fez no tempo, todos os alunos,até os que não eram amantes,gostar e fazer Artes e me incentivou a conhecer o curso.
Então quando tive o primeiro contato com o curso através da prova de habilidade foi um pouco desapontador,pois ao conhecer o Atelier de Artes deparei-me com um prédio descuidado e vandalizado. Fui fazer a prova em uma sala com computadores velhos que mais tarde descobriria que pertenciam ao único laboratório de informatica do curso.A impressão foi tão forte que desejei que aquele local não fosse onde iria me formar.todavia,la estava eu naquele lugar no primeiro dia de aula.A recepção foi boa, o contato com novas pessoas também, que partilhavam das mesmas ideias e dos mesmos sonhos.e dentro disso ,de eu ser tão boa educadora quanto o meu professor do segundo ano.
Recapitulando tudo o que aconteceu até agora, as observações que tenho a fazer sobre a minha formação é, a grade curricular tem um um objetivo de formar " bons" Educadores  em Artes Visuais.No entanto, como isso pode acontecer com professores que tem uma didática e metodologia insuficiente.Não desmerecendo todas as conquistas desses profissionais , mas é desestimulador ir pra faculdade pensando encontrar aulas chatas, com professores que dormem em sala, enrolam pra deixar passar o tempo e até mesmo denegrir   o aluno com comentários preconceituosos. O que percebemos é que muitos  "professores artistas" só estão em sala  por obrigação,dando aula apenas para complementar a renda com um salário extra e não pela educação.E quando alguns deles vem retrucar os nossos descontentamentos  pela forma de ensino, eles falam sobre as dificuldades do fazer e ensinar Arte e do respeito com o professor.
O que me faz perguntar,e o respeito com os alunos? Que muitos como eu, levam horas de ônibus para chegar na universidade e não ter aula pois o professor faltou por que  tinha outro compromisso,quando o compromisso era está na faculdade ensinando, pois se não se pelo prazer o faria pelo dever,já que está sendo pago para isso.Falo isso não por uma ou duas faltas no semestre,mas pelo que o excesso disso pode trazer, como passar por uma disciplina completa no semestre e não aprender absolutamente nada. Sei do dever do aluno em procurar outras formas de conhecimento para auxiliar a formação, mas é direito nosso que o professor cumpra seu papel como educador, pois o conhecimento principal que adquirimos no curso é formado pela disposição de saberes  do docente aliado a  vontade de aprender do aluno. Penso eu, que esse tipo de educador não pensa no potencial que ele tem em formar bons professores de Artes, pois isso vai se refletir  no modo de como licenciatura vai lhe dar no magistério, e de como esses futuros profissionais serão peças importância para mudar e melhorar a aprendizagem em Artes Visuais na nossa região. Mas como pensar isso quando alguns desses docentes nunca passaram por uma sala de aula de escola publica, com todas as suas mazelas e deficiências e vem nos dizer que somos "alunos de quinta categoria, opacos, e professores de periferia". O que soa até uma hipócrita, parafraseando um colega de classe, quando nossa universidade encontra-se na fronteira de duas das principais periferias da cidade.
Quantas vezes já pensei em abandonar o curso por estar desmotivadas por essas situações anteriores, mas lembrava que em todo esse sistema encontravam=se também ótimos professores que nos mostravam o prazer em sermos "professores artistas", com aulas maravilhosas ,que incentivavam  a produzir, a criar um pensamento critico, a ver a Arte como instrumento de transformação Social e Pessoal , e assim como eles, sermos semeadores de uma Nova Educação e inspirar outros alunos a buscarem a formação em Artes Visuais.
Hoje, estou aqui com a convicção de que a minha formação ,apesar de suas divergências, dificuldades, problemas pedagógicos e estruturais, foi "boa", pois encontrei  ótimos professores e uma turma que está em mesma sintonia. Mesmo com suas diferenças há uma troca mutua de de experiência e ajuda. Não podemos ser os melhores, mas nos destacamos pela parceria (nos trabalhos,nas festas,nas barcas) e pela luta de querer uma boa formação a todos os colegas e amigos.
A faculdade já melhorou muito desde o começo da graduação,seja ela estrutural ou pelo apoio aos alunos,mais ainda tem muitas deficiências a serem corrigidas para que os futuros graduandos não sejam tão frustrados quando eu em sua Formação Acadêmica, e procurem , com incentivo também da universidade ser bons acadêmicos e profissionais em Artes Visuais, independente da área de atuação.


 Adriele de Cassia da Silva Soeiro
201204540029


Um breve relato da ligação de ser estudante ou acadêmico das artes. Um ensaio sobre parte da vida na faculdade de artes visuais; reflexões, incertezas, impaciências, superações a aprendizados etc.

Modelos de escola.

O tradicional, organizado de forma autoritária, individualista como sempre com o poder centrado na mão de poucos, e também amparados por seus títulos por excelência doutores e pela quais muitos de nos alunos vivem a sombra da incerteza, considerados muitas das vezes estes alunos objetos que se possa moldar como a figura desses professores e agentes transformadores de vidas alheias. Professores, que detém de conhecimentos e autoridades, que deveriam exercem o simples ato de ensinar dão lugar a educadores imbuídos de glamour do conhecimento se preocupam em fazer de alunos seus apenas receptores de informações, não se preocupando em fazer com que supostos aprendizes de artes possam pensar de forma significativa para aquele campo de atuação, desenvolvendo assim uma sombra de ensino que pouco lembra uma sombra na penumbra de métodos antigos. Baseia-se no principio da tradição: disciplina, obediência e resultados concretos; lembrando que estes três pilares nada tem haver com modelos de conduta de interesses particulares apena utilizam deste para determinada obediência. Há algo bom destes profissionais são tão poucos e ofuscados...
O método contemporâneo de ensinar vai de encontro e desafetos com o tradicional, muitos defensores deste método insinua que estão contribuindo com o ‘Novo’, contrapondo este passado de autoritários educadores. Muitas das vezes embriagados de também conhecimento procuram passar a tão vanguarda de imagem de professor além do seu tempo, lecionando a liberdade de conhecimento e conduta, demostrando aos alunos que eles têm sim por natureza liberdade na vida acadêmica, “mais somente nos sonhos os homens e mulheres são de fato libertos”; parece-me certos momentos que professores se tornam complexados nesse conceito de contemporaneidade do momento. Mas também há professor-educador, aqueles que nos enche a cabeça de fundamentos para a vida esta que se mistura com a arte de ser: humano; aprendiz; agente transformador de nosso meio e, contudo ainda sobra espaço para nos conduzir a sermos estudantes de artes... A estes professores o meu respeito, ‘Mestres’

Um suposto modelo de aluno.

Pois bem, para que haja transformação de humano-individuo-aluno de artes e necessário que também nos alunos sejamos capazes de atuar nessa sociedade complexa que é a faculdade de ensino, possamos de forma perceber o conhecimento e passar a ter capacidade intelectual de ser comportar como agente receptor de saberes libertadores, não um saber maior ou menor mais saberes diferentes segundo Paulo Freire, pois também assim como há professores de diversos conceitos há também inúmeros alunos que pairam na incerteza de estes serem supostos aprendizes de artes. Que sejamos visionários para enxergar de fato o que interessa de forma coletiva, que saibamos reconhecer momentos errôneos e dando assim soluções criativas para tal problema. Mas se de repente alguém não sabe o que quer um dia se aprenderá que qualquer coisa serve qualquer coisa mesmo.
Que saibamos escolher modelos para seguir ou não, que saibamos extrair de fato a essência da busca pela vida, seja ela que caminho tomara ao longo da vida na academia e fora dela, saibamos aproveitar o Carpe Dien, pois na faculdade tudo se dissolve no ar, conceitos de ensino, condutas acadêmicas, professores, alunos e também a arte, mas a algo que não morre nunca a eterna amizade. 

Carlos Junior
Empolgação    Caloura    ufpa    faculdade   artes    visuais    aulas    técnicas    aulas    greveeeeeeeeeee   volta   desmotivação   trabalhos

Outro ano. Aulas. Professores. “Professores de periferia”. Técnicas. Projetos. Monitoria. Estágio. Escola. Escola de aplicação. Amigos. Aulas. Amigosssss.

Regência, aulas, memorial, futuro, teoria, monotonia, estágio, estágios, trabalhos, curso técnico, aulas, aulas, confraternizações, “se não aguenta melhor trancar o curso”, primeiro reg, cansaço.

            Ultimo ano que não é o ultimo. Greve. Inicio do fim, ou inicio de um novo começo?  A pessoa que entrou, não é a mesma que sai. Para melhor ou para pior, as experiências vividas estão entranhadas.  O conhecimento veio de diferentes maneiras, por diferentes métodos. Mesmo uma mateira “mal  dada”, nos fez refletir, nos impulsionou a querer mais. E talvez, só talvez, mas do que “conteúdo”, o que fica são as puras experiências: cada pessoa que passou pelo caminho, conversas “jogadas fora”.  Cada pensamento compartilhado.  Os crescimentos vividos nesses quatro anos, pessoal e profissionalmente.

           Deleuze e Guattar já diziam “A arte conserva e é a única coisa no mundo que se conserva. Conserva e se conserva em si (...) embora, de fato, não dure mais que seu suporte e seus materiais enquanto existe como matéria.” 
Ainda que o suporte seja apenas a nossa mente...  que irá guiar nossas atitudes a partir daqui.


Autorretrato - 2012
Releitura autorretrato - 2015

Por: Lorêça Jamyla Favacho

SERÁ? 

     Um começo de empolgação, uma menina que havia saído do ensino médio cheia de expectativas, com uma voz na cabeça: "teu futuro está na faculdade!", será mesmo?. Essa pergunta se perpetuando por uma mente que está descobrindo um novo universo.
    Antes apenas uma expectadora assistindo uma filme passar, hoje faço parte dele, com outras perguntas: "o que eu tô fazendo aqui?", "por que tudo é tão complicado?", "por que tem de ser desse jeito?". "e aquele livre arbítrio que disseram que eu tinha?", "ele existe?".
    Dentro de uma instituição que "incentiva" pensadores, no entanto somos doutrinados a reproduzir falas e escritos de grandes autores, estudar mestres da pintura, seguir e reproduzir o que já esta pronto. Não sou obrigada a reproduzir nada, tenho minha própria criação, somos seres diferentes com pensamentos diferentes.
    Uma contradição permanente num lugar que ensina que não há certo nem errado na arte, pois é pensamento e expressão. Logo sou reprovada por minha expressão artística e literária.
    Um sistema contraditório, burocrático, mal informado, empurra goela a baixo. Que nos engole e por muitas vezes nos tornam impotente diante a tantas dificuldades. Faculdade, uma conquista, uma frustração, uma luta, um sonho, uma ilusão!


Sara Santos.


                          ENFIM.. ENTREI NA UFPA..MS NA UFPA GENTE!! CREDO..KKKKKK

                                            Alooo papai aloo mamae!!! Tudo comecou quando tentei a prova de habilidade e passei...gosto tanto de artes, que quando fiz a prova tinha segunda opcao...e coloquei medicina, caso nao fosse aprovada!!! ulhaaaaaaaaaaaaaaaaa..heuheueeh....ENTAO QUE VENHA O LISTAOOOOOOOOOOOOOOOOOO......




#CHATEADA...NAO FOI DESSA VEZ.......
             

SE VCS DEREM UM ZOOMMMMM,PODERAM OLHAR O NOME DE CADA UM NA LISTA....menos o meu.....ate hoj guardada como meu primeiro papel de carta...rsrsrs.




FOI TIPO ASSIM QUE ACONTECEU P EU ENTRAR..KKKKKKKKKKKKKKKK

TATA SENDO REPESCADA...BEM ISSO


E SAIUUUUUUUUUUUUUU..A SEGUNDA REPESCAGEM DA UFPA.....TAMIRYS AMELIA DE ALMEIDA CUNHA...............PASSEI!!!NAO VOU MS FZ MEDICINA!!! GRACAS A DEUSSS!!!!


COMECOU SOU ARTISTA DE QUINTA AGORAAAAAAAAAAAAAAAA..ADOROO!!!

PODERIA ESCREVER UM LIVRO AGORA SOBRE MINHA VIDA NA UFPA...MS DEIXA P EU ESCREVER QUANDO ME FORMAR, AI SIM...FACO  UMA AUTOBIOGRAFIA SOBRE MIM,,,,KKKKKKKKKK....
SOU ARTISTA SIM, PROFESSORA DE PERIFERIA, PROFESSORA DE QUINTA, E AIII??...AMO ARTE AMO OQ EU FACO, SE UNS NAO GOSTAM PACIENCIA, ESSE E MEU CAMINHO.......APRENDER, DESAPRENDER TUDO ISSO FAZ PARTE, 


ABAIXO MOSTRA UM VIDEO OQ ESSA TURMA SIGNIFICA P MIM....OBRIGADA...POR ME REPESCAREM.......(EM LAGRIMAS)..SQN..RSRS, E QUE VENHA O TCC...HUIIIIII.





ESSA E PRA VCS..VINDO DO R.U


CRISTHINA PERRI, A THOUSAND YEARS




"COMO POSSO AMAR QUANDO TENHO MEDO DE CAIR"



BY: TAMIRYS CUNHA







FIM




Faculdade. Artes Visuais. Janeiro de 2012. Acabava de entrar na UFPA, depois de duas tentativas frustradas. Feliz da vida, família feliz, alguns acreditavam, outros não, agora estou no fim do 7º semestre do referido curso, mesmo com as greves e todos os empecilhos que existem na vida.


1º Semestre – Duas frases que escutei muito – “vocês tem que lê” e “Vocês tem que ter calo no olho”; minha primeira reprovação, injustamente, uma CRIONÇA indignada. Para que serve o guarda chuva se ele não guarda de fato a chuva?. “Laranja mecânica é chato”, “Precisamos falar sobre o Kevin”, assisto até hoje. Primeiros colegas de classe – Leonan, o amiguinho de Deus, e Breno - nem sei o que escrever. Tudo um ‘mar de rosas’, comemorei meu primeiro aniversário estando na faculdade e então greve.


2º Semestre – História da Arte e Arte Brasileira era tão legal, ai a filosofia chega para bagunçar geral com a minha cabeça. Difícil. Até hoje não saberia formatar um trabalho acadêmico se dependesse apenas da disciplina. Cabeça um tanto imatura, tudo um mar de flores, faculdade o “sonho” dos pais para seus filhos, orgulho.


3º SemestreTURMA DE QUINTA CATEGORIA! PROFESSORES DE PERIFERIA! FUDEUUUUU!!!!




4º Semestre – O VERMELHO passou a ser minha cor preferida! Até hoje. Provida! O que acontece em Benfica, fica em Benfica. 


5º Semestre Melhor comemoração de aniversário. Impossível descrever. Amigos?!eu tenho.


Entendedores entenderão!


6º Semestre – 1º Halloween. Alguma coisa aconteceu nessa faculdade. Já havia pensado em desistir por várias vezes, só não cai fora por causa dos colegas [nem todos!]. Fique desempregada.



7º Semestre – Greve! outra vez, toda hora. Tô pensando no que eu vou fazer depois de formada.




8º Semestre - ..... Vem o tcc ai, disque. KKKKKKKKK ORA, ARTES.


KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK FUDEU. 

PS. Enquanto escrevia este texto, que por sinal estava quase no fim, minha coleguinha FLÁVIA bateu na fonte do PC, de propósito, DESLIGANDO-O, mas o colega RAFAEL BRITO, me deu apoio para continuar.

EU AMO A MINHA TURMA e AGREGADOS [NEM TODOS]!

ADELE, UM DIA IREI TE CONHECER. 






O CURSO?? ÉEE... DÁ PARA PASSAR EM ALGUM CONCURSO.

por BARILE, Marcia.